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JA.CA - Centro de Arte e Tecnologia / 08.03.2016
JA.CA LEVA AO SESC PALLADIUM UM MÊS DE ATIVIDADES GRATUITAS DE ARTE, DESIGN E ARQUITETURA

Programação da exposição e do seminário se estende do dia 08 de março até 10 de abril e inclui palestras, mesas redondas, workshops, performances e grupo de estudos.

O JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia, organização não governamental que atua desde 2010 no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, região metropolitana de BH, com patrocínio da Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e realização do Sesc, leva ao Sesc Palladium do dia 08 de março ao dia 10 de abril, o evento “e de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”. A programação integra o Programa de Residências Internacionais 2016 e prevê a realização de atividades diversas como exposição, seminário com palestras e mesas redondas, workshops, performances, além de um grupo de estudos, transferindo parte de suas atividades do Jardim Canadá para o centro de BH.

Para coordenar a programação do evento junto à coordenadora artística do JA.CA, Francisca Caporali, foram convidados dois profissionais que colaboraram com o JA.CA durante os seus seis anos de atuação – o artista visual Rafael RG e a artista e gestora cultural Samantha Moreira.

O grupo partiu dos temas Geografia, Educação e Memória/Esquecimento, três eixos principais de atuação do JA.CA, para elaboração de toda a programação do evento.

“O projeto revisita as questões que são importantes e essenciais para o JA.CA e as conecta ao que a gente vive, ou seja, este momento em que parece ser notório que realmente existe um fim, um término da possibilidade de continuarmos existindo da maneira como existimos. A sustentabilidade é um aspecto que será muito discutido na programação por se tratar justamente de uma questão inerente ao JA.CA desde o começo de sua existência”, conta Francisca Caporali.

Para ela, a idealização da exposição articulada ao seminário partiu da necessidade de se discutir arte contemporânea para além do lugar da prática artística ou da história da arte. Mas sim de forma a ampliar e aprofundar os questionamentos acerca do papel que a arte possui no mundo atual. “A educação de base, por exemplo, um dos principais assuntos em pauta na atualidade, não poderia ser beneficiada com a vivência que os arte educadores possuem? É preciso não compartimentar as discussões, mas sim deslocá-las para o cotidiano”, finaliza Francisca.  Para Samantha é impossível não levar em consideração o lugar onde o JA.CA foi fundado e se mantém até hoje, por isso o eixo “geografia” não propõe  necessariamente problematizar o bairro e seu entorno, mas expandir algumas problemáticas encontradas ali para outros lugares e  campos do conhecimento”. Já Rafael destaca que é fundamental ressaltar o caráter formativo do projeto, uma vez que o JA.CA se tornou, nesses seis anos de existência, um espaço de aprendizado e trocas, entre os artistas e a comunidade local.

No lançamento do evento, dia 8 de março, a artista Fabiana Faleiros (RS) apresenta a performance “MasturBar” na Galeria de Arte GTO. No trabalho o “pulso que cai” é apresentada uma Aula-show como um gesto performativo que ocupa o corpo historicamente construído como feminino.

A galeria recebe também uma exposição que contará com obras dos artistas CL Salvaro, Coletivo TAZ, Fabiana Faleiros, Fernanda Rappa, Maura Grimaldi, Luís Roque, Jarbas Lopes e da artista internacional Berglind Jona (Islândia). Os artistas convidados já contribuíram com as atividades do JA.CA anteriormente ou estão em sintonia com as premissas e formas de trabalho do Centro de Arte e Tecnologia.

Além disso, a Galeria de Arte GTO recebe um espaço multifuncional desenhado pelos integrantes do JA.CA, que receberá parte da biblioteca do Centro e será usado como um ponto de encontro e de discussão. Será neste espaço onde acontecerão as mesas redondas, como por exemplo, as que serão compostas pelos artistas que participam do Programa de Residências Internacionais 2016: Luísa Nóbrega, Cozinha Kombinada, Shima e Associação Massa Falida. Sob a mediação dos organizadores do evento, os artistas residentes apresentarão para o público a experiência de desenvolver suas pesquisas e projetos no JA.CA. Com uma programação mais dinâmica, a ocupação da galeria por mesas redondas, grupos de estudos e atividades abertas à participação dos visitantes pretende conectar o espaço expositivo com as reflexões promovidas pelo seminário.

O seminário irá promover palestras organizadas em três conferências, a serem realizadas em três noites no Teatro de Bolso do Sesc Palladium – entrada livre sujeita à lotação do espaço de 82 pessoas, conforme ordem de chegada. As conferências discutirão os temais centrais ao evento e abrem semanas distintas da programação.

Primeiro, em “Vorazes Apreciadores de Terra – palavra, identidade e geografias”, pensando o lugar-sede do JA.CA e as especificidades de seu entorno, a palavra “geografia” é usada a partir de sua origem etimológica: a derivação dos radicais gregos geo = “Terra” + graphein = “escrever”.  Dessa maneira serão propostas falas que apontam para outras formas de leituras e entendimentos a respeito dos usos e relações com o nosso ambiente terrestre. O encontro será aberto pela palestra performada “Mais perto que cafundó”, da artista Mabe Bethônico, que apresenta uma série de associações entre o passado e o presente das operações de mineração em Minas Gerais. A conferência segue com as falas dos convidados: o artista e professor Ricardo Basbaum, o geógrafo Renato Emerson dos Santos e o sociólogo Arilson Favareto, e pretende também abrir a questão para abordagens mais poéticas e subjetivas, apontando caminhos futuros para a escrita da terra.

Em “A Escuta da Pedra – aprender e desaprender”, as convidadas Janaína Melo, historiadora e arte educadora, curadora da Escola do Olhar do Museu de Arte do Rio, e Caroline Leal, doutora em Antropologia (UFPE) e pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Etnicidade NEPE/UFPE, partem do poema “A educação pela pedra” do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto para a partir da leitura dos versos “No Sertão a pedra não sabe lecionar/e se lecionasse, não ensinaria nada” questionar os processos educacionais formais, buscando maneiras de ensinar que partam da escuta de agentes que dentro dos parâmetros formais não estariam aptos a lecionar. Com contribuições de artistas, pesquisadores e professores, a mesa é um convite para que, a partir de trocas horizontais, aprendamos a desaprender juntos.

No último encontro, “O futuro dos nossos papéis está a perigo – Salvaguarda e destruição”, Ana Pato, doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela USP, parte do título emprestado do poema “Os Arquivos” do poeta carioca Ismar Tirelli Neto, para abordar, através de uma noção ampla de arquivo, as questões relativas ao que devemos guardar para o futuro e ao que devemos destruir do nosso passado.

Nestas semanas em que acontecem as palestras, também serão ofertados workshops gratuitos para participantes selecionados mediante inscrição prévia no site do Sesc. São esperados não só artistas, mas profissionais de formações diferentes que possam potencializar as discussões. No primeiro deles, “Formas de Fala – Formas de Escuta”, Jorge Menna Barreto (UFRJ) e Ricardo Basbaum (UERJ), ambos artistas e acadêmicos, pretendem desenvolver atividades e reflexões tendo como ponto de partida as pesquisas relacionadas à suas práticas artísticas.

No segundo workshop, “A Escola na Rua”, o artista Jarbas Lopes, conhecido por desenvolver projetos que extrapolam os espaços expositivos e buscam uma relação direta com o público, comunidades, equipamentos e mobiliários, desenvolverá a partir da escolha e da construção de um dispositivo para ações externas, uma proposta que pense a educação por meio de atividades lúdicas, de reconhecimento cultural e de acolhimento.

Finalizando a programação de workshops, a artista Barbara Wagner e o curador Marcio Harum apresentam “Máquina do tempo – Viagem ao presente”. Além de ser uma orientação para artistas da cidade, os ministrantes  pretendem investigar maneiras diferentes de se conceber e produzir um arquivo. A partir de expedições cartográficas pelas imediações do Sesc Palladium, propõem-se mapear a região não a partir dos espaços, mas sim dos personagens que a ocupam (ou ocuparam), estimulando os participantes a construir um olhar anacrônico sobre a paisagem do entorno, pensando o registro para além de algo feito para o futuro, mas como algo que ativa o presente.

Fazem parte ainda do projeto “e de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”, duas mostras de audiovisual. Apresentadas separadamente, a primeira exibe vídeos produzidos por artistas que estiveram em residência no JA.CA entre 2010 e 2015. Os trabalhos abordam aspectos variados sobre o entorno do Centro e permitem ao espectador acompanhar o processo intenso de transformação do bairro, de suas paisagens, de seus recursos naturais e das relações entre as pessoas. Já a segunda mostra reúne trabalhos selecionados por Marcio Harum, curador de Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo. Pela primeira vez em exibição no país, o programa é resultado da recente passagem de Harum pelo Estonian Contemporary Art Center (Tallin, Estônia) e pelo Sinne de Helsinki (Finlândia), em dezembro de 2015 e janeiro de 2016, como pesquisador residente do Contemporany Art Center (CAC) de Vilnius, na Lituânia, e do Helsinki International Artist Programme (HIAP).

Todas as atividades serão acompanhadas e registradas por um Grupo de Trabalho e Estudos, formado por seis participantes, a serem selecionados por meio de convocatória aberta. Cada participante receberá uma bolsa de ajuda de custo para viabilização da participação em todas as atividades. Além de participar dos workshops, seminário e encontros para discussão da produção, o grupo de estudos deverá pensar formas de documentação e registro das atividades do projeto. Os bolsistas serão responsáveis pela produção de conteúdos, propondo atravessamentos nos assuntos abordados via a realização de entrevistas com os convidados, pesquisas de campo e leituras críticas sobre os eixos temáticos. Também estarão à frente do espaço da biblioteca – montada a partir de recortes do acervo da biblioteca / midiateca do JA.CA dentro da Galeria de Arte GTO -, ativando este espaço, alimentado os textos disponíveis no Arquivo de Xerox e subindo informações no blog dedicado as atividades do grupo. São convidados a ser inscrever para o edital  artistas, arquitetos, escritores e pessoas envolvidas com algum tipo de criação artística ou intelectual, sendo brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil, com idade superior a 21 anos, que busquem aprofundamento de sua formação através de um processo de imersão em várias áreas do conhecimento ligadas a diferentes formas e práticas artísticas.

Toda a programação do projeto será frequentemente atualizada e poderá ser acompanhada através do Facebook do evento e de novo montanha, rio, mar, selva, floresta.

Sobre o JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia

O JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia é uma plataforma para o aprendizado e o intercâmbio de experiências artísticas, que desenvolve ações nas fronteiras entre a arte, o design e a arquitetura. Ao longo de sua existência, o JA.CA acolheu cerca de 80 artistas, priorizando o apoio à projetos que apontaram relações com o entorno, com a arquitetura e com a comunidade, assim como práticas artísticas que se mostraram mais suscetíveis a possíveis colaborações originadas no processo de compartilhamento de um espaço comum de trabalho.

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